332 09/11/2021 às 07:45

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, confirma filiação de Bolsonaro

Redação Em Dia ES

Sigla trabalha para que a filiação ocorra na próxima semana, em 22 de novembro – mesmo número do partido. Bolsonaro diz que está 99% fechado com o PL, após Costa Neto fazer oferta "irrecusável" ao presidente
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, confirma filiação de Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Desde que desistiu da criação do natimorto Aliança pelo Brasil, o presidente Jair Bolsonaro sempre condicionou a sua filiação a um novo partido ao controle total da legenda, algo que quase nenhum dirigente ofereceu.

O mais perto que Bolsonaro conseguiu do seu objetivo de ter uma sigla “de porteira fechada” foi a oferta de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, ao que ele anunciou nesta segunda-feira que irá se filiar.

Segundo uma pessoa próxima ao presidente, que acompanhou as tratativas partidárias nos últimos meses, o cacique do Partido Liberal ofereceu a Bolsonaro autonomia em todos os Estados, com a exceção de São Paulo — por onde Costa Neto se elegeu para todos os seus mandatos como deputado federal. Foi o suficiente.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nessa segunda-feira (8), que, confirmada a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a seu partido, as siglas da base do governo “têm que se acertar” e “se entender”.

“Nós temos que nos entender para que todos sejam atendidos, porque política é isso”, afirmou em áudio ao qual a CNN teve acesso.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que “está 99% fechado. A chance de dar errado é quase zero. Está tudo certo”.

Ao ser questionado sobre quando irá bater o martelo, Bolsonaro disse que vai depender de uma reunião na próxima quarta-feira (10) com representantes do PL.

“Na quarta-feira, terei a última conversa com a sigla. Irei conversar com o Valdemar para, em seguida, marcar a data do casamento”, ressaltou.

Bolsonaro também afirmou que o objetivo  — ao escolher o Partido Liberal — é focar, em 2022, em candidaturas de senadores e deputados federais.

“Hoje o PP tem a presidência da Câmara, amanhã vamos querer ter essa presidência. Tem a reeleição do Arthur [Lira], vamos apoiar, e depois de nós vai vir o PRB [agora Republicanos]. Todos têm que crescer, tem que ter essa vantagem. Não pode ficar para trás. Se nós temos um grupo, temos que estar unidos”, disse Valdemar sobre as articulações com os demais partidos da base de Bolsonaro.

Valdemar também confirmou que conversou com Bolsonaro nesta segunda. No áudio, o dirigente disse que o presidente avisou Ciro Nogueira, comandante do PP, que vai mesmo para o PL .

“Ele falou comigo hoje que falou com o Ciro, e o Ciro entendeu” e “nós vamos, então, tocar para frente esse assunto”.

Acordo na coalizão da reeleição
A ida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao PL fez com que os principais partidos aliados comecem a cobrar dele um equilíbrio de forças na coalizão da reeleição.

A ideia é encontrar uma equação que permita distribuir também ao PP e ao Republicanos o que tem sido chamado de “bônus de apoiamento”.

Ou seja, se o PL tende a ser beneficiado por ter a legenda do presidente da República candidato à reeleição, que os outros dois partidos também possam usufruir por apoiar a sua reeleição.

Particularidades regionais
A fórmula, que vem sendo discutida inclusive com Bolsonaro, é que os políticos e os apoiadores do presidente que planejavam migrar para o mesmo partido sejam distribuídos entre as três legendas de acordo com particularidades regionais.

Assim, palanques locais e candidaturas a deputados federais e estaduais passariam necessariamente pelas negociações conjuntas dos três principais partidos.

Seria, assim, uma negociação atípica em coalizões presidenciais, quando o partido do candidato a presidente costuma ser dominante sobre os demais.
 
 
 

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