198 27/04/2021 às 16:57 - última atualização 27/04/2021 às 19:01

Mudanças no Ministério da Economia, Bruno Funchal assume secretaria da Fazenda

Redação Em Dia ES

O estopim para a saída de Waldery foi a negociação do Orçamento, mas já havia um desgaste desde o ano passado
Mudanças no Ministério da Economia, Bruno Funchal assume secretaria da Fazenda. Foto Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu nesta terça-feira (27) o secretário especial de Fazenda da pasta, Waldery Rodrigues. O atual secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal assumirá o posto, um dos principais do ministério.
 
Waldery estava no cargo desde o início do governo e deixa a função em meio à polêmica entre governo e Congresso Nacional em torno do Orçamento da União de 2021.

O estopim para a saída de Waldery foi a negociação do Orçamento, mas já havia um desgaste desde o ano passado.

Em setembro de 2020, em entrevista ao G1, Waldery disse que a equipe econômica estudava o congelamento de benefícios como aposentadorias e também a redução do seguro-desemprego.

O presidente Jair Bolsonaro, então, disse que daria "cartão vermelho" a quem, dentro do governo, lhe apresentasse propostas de congelar aposentadorias ou reduzir benefícios.

Antes mesmo desse episódio, porém, a saída de Waldery já era avaliada por Paulo Guedes. Inclusive, o ministro da Economia já negociava com Bruno Funchal há algumas semanas o papel que ele desempenharia como secretário especial.

Atuação
Com direito a voto no Conselho Monetário Nacional (CMN), Waldery atuou, por exemplo, na definição da meta de inflação do país.
Defensor do teto de gastos, que limita as despesas à inflação do ano anterior, e do ajuste das contas públicas, Waldery deixa o cargo em um momento de forte compressão das despesas não obrigatórias do governo. Analistas preveem fortes restrições e dificuldades para o governo neste ano.

Waldery ingressou em junho de 2016 na equipe de Henrique Meirelles no extinto Ministério da Fazenda do governo de Michel Temer e permaneceu na pasta após a transição para o governo Bolsonaro. Antes disso, tinha um cargo comissionado de consultor do Senado Federal.

Funchal é defensor do ajuste nas contas públicas para evitar uma alta maior da dívida, que atingiu 90% do PIB neste ano, patamar elevado para países emergentes.

Outras saídas
Waldery Rodrigues é a 11ª baixa na equipe econômica. Antes dele, deixaram o governo (demitidos ou que pediram demissão):

• junho de 2019: Joaquim Levy, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
• setembro de 2019: Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal;
• junho de 2020: Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro;
• julho de 2020: Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil;
• julho de 2020: Caio Megale, ex-secretário de Fazenda;
• agosto de 2020: Salim Mattar, ex-secretário especial de Desestatização;
• agosto de 2020: Paulo Uebel, ex-secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital;
• março de 2021: Wagner Lenhart, ex-secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal;
• março de 2021: André Brandão, ex-presidente do Banco do Brasil;
• abril de 2021: Vanessa Canado, ex-assessora especial para a reforma tributária.

A saída da assessora especial para Reforma Tributária, Vanessa Canado, também foi confirmada pelo ministério nesta terça-feira (27).

Canado deixa o cargo no momento em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anuncia a volta das discussões da reforma na Casa. Segundo pessoas próximas à Vanessa, ela pediu para deixar o cargo por não concordar com o acordo que vem sendo feito entre governo e Câmara a respeito do CBS, imposto que deve ser proposto.

Questionada pelo G1, a área econômica informou que ela "retorna à vida acadêmica e que acredita ter encerrado de forma positiva essa fase de trabalho no governo, contribuindo com a construção das propostas da reforma".
 
 
 

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