990 18/03/2021 às 11:00 - última atualização 18/03/2021 às 11:15

Lula pede a Biden que reúna G20 por vacinas

Redação Em Dia ES

Lula elogiou Biden e pediu que os EUA pensem em doar as vacinas contra a Covid-19 adquiridas em excesso ao Brasil ou outros países mais pobres
Em entrevista à CNN, Lula pede a Biden que reúna G20 por vacinas e fala sobre candidatura. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Em entrevista exclusiva à CNN do Estados Unidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convoque uma reunião emergencial do G20 para tratar da expansão da vacinação no mundo.

"Uma sugestão que eu gostaria de fazer ao presidente Biden através do seu programa é: É muito importante convocar uma reunião do G20 urgentemente", disse Lula à jornalista Christiane Amanpour. "É importante convocar os maiores líderes do mundo e colocar sobre a mesa uma única coisa, um único assunto. Vacina, vacina e vacina".

O ex-presidente elogiou Biden, que chamou de "um respiro para a democracia mundial", e pediu que os Estados Unidos cogitem a possibilidade de doar as vacinas contra a Covid-19 adquiridas em excesso ao Brasil ou outros países mais pobres.

"Eu sei que os Estados Unidos possuem vacinas em excesso e que não serão usadas todas essas vacinas. E talvez essa vacina, quem sabe, possa ser doada ao Brasil ou a outros países, até mais pobres do que o Brasil, que não podem pagar por essa vacina", afirmou Lula à CNN.

Ainda falando a Biden, Lula disse "não acreditar" no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"A responsabilidade dos líderes internacionais é tremenda, então eu estou pedindo ao presidente Biden que faça isso porque eu não posso. Eu não acredito no meu governo. E assim, eu não poderia pedir isso a Trump, mas Biden é um respiro para a democracia no mundo", disse o ex-presidente brasileiro.

Condenado em 2017 por causa das investigações da Operação Lava Jato, Lula, de 75 anos, teve as sentenças da 13ª Vara Federal contra ele anuladas na semana passada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de Fachin tornou Lula novamente elegível, até que os processos sejam julgados pelo tribunal do Distrito Federal. 

Na entrevista a Christiane Amanpour, Lula admitiu a possibilidade de ser candidato a presidente da República nas eleições de 2022. Lula, no entanto, disse que a decisão dependerá do PT e partidos aliados.

"Quando chegar o momento de concorrer às eleições, se o meu partido e os partidos aliados entenderem qu eu posso ser o candidato, se eu estiver bem, com a saúde e energia que eu tenho hoje, eu posso reassegurar que eu não vou negar essa convocação, mas eu não quero falar sobre isso. Essa não é a minha maior prioridade. Minha maior prioridade agora é salvar esse país", disse o ex-presidente.

Na entrevista à CNN, o ex-presidente reiterou as suas críticas à condução da pandemia da Covid-19 por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Se nós tivéssemos um presidente que respeitasse a população, teríamos criado um comitê de crise para guiar a sociedade brasileira no que fazer toda semana", acrescentou Lula.

Em carta a Bolsonaro, Biden pede colaboração no clima e no combate à pandemia
Joe Biden enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 26 de fevereiro. De acordo com a nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), o teor da carta é de estabilidade e cooperação diplomática entre os dois países, bem como a intenção de união de esforços no combate à pandemia de Covid-19 e no enfrentamento das mudanças climáticas.

"O Presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima", diz um trecho da nota da Secom.

Segundo a Secretaria, o presidente norte-americano dirigiu a carta a Bolsonaro em agradecimento aos cumprimentos enviados pela Presidência da República após a ratificação do democrata como presidente eleito dos Estados Unidos.

O governo do Brasil foi o último dos países que integram o G20 -- grupo das maiores economias do mundo -- a reconhecer a vitória de Biden nas eleições norte-americanas. Bolsonaro parabenizou o novo presidente dos Estados Unidos em 15 de dezembro de 2020, pouco mais de um mês após o resultado do pleito. 

Ainda segundo a nota da Secom, "o presidente Biden sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos". O informe finaliza dizendo que "Biden salientou que seu governo está pronto para trabalhar em estreita colaboração com o Governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral". 
 
 
 

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