277 08/10/2020 às 07:01 - última atualização 08/10/2020 às 07:58

Apenas eu e Guedes temos palavra final na economia, diz Bolsonaro

Redação Em Dia ES

Nas últimas semanas, divergências internas do governo se tornaram públicas, em especial entre Paulo Guedes e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho
Apenas eu e Guedes temos palavra final na economia, diz Bolsonaro. Foto: Divulgação
Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (7), durante evento em Brasília, que apenas ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, possuem a "palavra final" sobre assuntos econômicos.

Bolsonaro disse se "surpreender" quando o mercado financeiro reage seguindo falas feitas por outros integrantes do governo, como ministros e assessores, que não teriam poder para decidir a agenda econômica.

"Me surpreende por vezes o mercado em função da fala de um ministro ou de um funcionário de segundo escalão falar uma coisa e passar a ser uma verdade. A bolsa cai, o dólar sobe. A palavra final na economia não é de uma pessoa só, são de duas pessoas. Eu e Paulo Guedes", afirmou.

Nesta quarta, Bolsonaro participou do lançamento do programa Voo Simples, estruturado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, trata-se de um conjunto de medidas que desburocratizam o setor aéreo e beneficam empresas de pequeno porte.

Disputas e conciliações
Nas últimas semanas, divergências internas do governo se tornaram públicas, em especial entre Paulo Guedes e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Diante de informações de que Marinho o teria criticado durante reunião privada com economistas, Guedes afirmou que se as críticas fossem verdadeiras, o colega é "despreparado, desleal e fura teto."

Das três adjetivações, a última embute a divergência. Guedes é contra qualquer flexibilização no teto dos gastos públicos e insinua que a área de Marinho, desejosa de obras de infraestrutura, poderia pressionar a limitação. Parte do mercado vê o teto dos gastos como uma espécie de seguro de que as contas públicas brasileiras seguirão sob controle.

Após os momentos de tensão, no entanto, os ministros adotaram tom de conciliação. Guedes defendeu que se "pare de falar em crise" e Marinho afirmou que reunião teve "tom de reforçar austeridade" e negou ter criticado o titular da Economia.
 
 
 

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