177 13/05/2022 às 19:30 - última atualização 16/05/2022 às 07:52

Milhões de brasileiros estão na fila do desemprego há mais de 2 anos, aponta IBGE

Redação Em Dia ES

Há mais de 2 anos era de 3,463 milhões – cerca de 29% do total de desempregados no país
Milhões de brasileiros estão na fila do desemprego há mais de 2 anos, aponta IBGE. Foto: Thiago Freitas Extra Agência O Globo
Cerca de três em cada dez desempregados no Brasil estão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho há mais de dois anos. É o que apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, ao final do 1º trimestre de 2022 o número de trabalhadores desempregados há mais de 2 anos era de 3,463 milhões – cerca de 29% do total de desempregados no país.

Trata-se da segunda maior proporção de desempregados há mais de 2 anos de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012. Ela havia sido maior somente no trimestre anterior, o 4º de 2021, quando atingia cerca de 3,6 milhões dos desempregados, o que correspondia a 30,3% do total de brasileiros em busca de uma vaga no mercado naquele período.

O levantamento, realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) é referente ao primeiro trimestre de 2022, quando o país registrava um contingente de mais de 11,9 milhões de desempregados.

Só é considerado desempregado aquele trabalhador que não está ocupado no mercado de trabalho, tem disponibilidade para trabalhar e está, efetivamente, em busca de uma vaga.

De acordo com o IBGE, ao final de março, a maior parte (40,8%) desses trabalhadores estava em busca de nova oportunidade de trabalho há mais de um mês, mas a menos de um ano.

Já a menor parcela (12,9%) estava na fila há mais de um ano, mas há menos de de 2 anos. Os que buscavam nova vaga há menos de um mês somavam 17,2% do total de desempregados.

Total
11 949
Menos de 1 mês
2 060
De 1 mês a menos de 1 ano
4 879
De 1 ano a menos de 2 anos
1 546
2 anos ou mais
3 463

De acordo com a analista da Pnad, Adriana Beringuy, o maior ou menor prazo de permanência na fila do desemprego "pode estar ligado a características etárias, de gênero, cor ou raça e nível de instrução". Todavia, o IBGE ainda não fez esta análise desde que teve início a pandemia do coronavírus.

A última análise detalhada da fila de desemprego divulgada pelo IBGE foi referente ao ano de 2019, quando o país bateu o então recorde de desempregados tentando se recolocar no mercado de trabalho há mais de dois anos. Naquele ano, eles somavam 26,8% do total. Mulheres e idosos eram os mais afetados.

Quanto mais tempo desempregado, mais difícil a recolocação no mercado
A análise trimestral dos dados sugere que, quanto mais tempo o trabalhador fica desempregado, maior a dificuldade dele em conseguir uma recolocação no mercado de trabalho.

Historicamente, é na faixa de 1 mês a menos de um ano que se concentram a maioria dos desempregados no Brasil. No segundo trimestre de 2020, auge da crise provocada pela pandemia, os desempregados nesta faixa representavam 58% do total, proporção recorde de toda a série histórica da pesquisa.

Menos de 1 mês
De 1 mês a menos de 1 ano
De 1 ano a menos de 2 anos
2 anos ou mais
1º trimestre 2020
18,0%
45,8%
12,5%
23,7%
2º trimestre 2020
11,6%
58,3%
11,0%
19,1%
3º trimestre 2020
9,8%
57,8%
12,4%
20,0%
4º trimestre 2020
10,6%
53,0%
13,9%
22,4%
1º trimestre 2021
12,2%
47,2%
17,0%
23,5%
2º trimestre 2021
10,3%
43,4%
20,6%
25,7%
3º trimestre 2021
11,0%
40,6%
19,5%
28,9%
4º trimestre 2021
13,2%
39,4%
17,1%
30,3%
1º trimestre 2022
17,2%
40,8%
12,9%
29,0%

Desde então, essa proporção diminuiu trimestralmente até o 4º trimestre de 2021, quando chegou a 39,4%. Ou seja, houve ligeiro aumento desse contingente na passagem para o 1º trimestre de 2022.

Na contramão, a proporção de desempregados há mais de 2 anos aumentou seguidamente entre o 2º trimestre de 2020 e o 4º trimestre de 2021.

Com G1 Economia
 
 
 

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