344 31/03/2021 às 08:00 - última atualização 31/03/2021 às 19:13

Mais de 100 empresas do ES já procuraram nova linha de crédito

Redação Em Dia ES

Mesmo sem a regulamentação do Fundo de Proteção ao Emprego, empreendimentos já procuram o Bandes para a nova linha de R$ 250 milhões
Mais de 100 empresas do ES já procuraram nova linha de crédito. Foto: Reprodução
Mais de 100 empresas do Espírito Santo afetadas pela pandemia da covid-19 já procuraram o Bandes para terem acesso ao Fundo de Proteção ao Emprego, um dos principais pacotes de crédito entre as medidas de proteção econômica anunciadas pelo governo do Espírito Santo há 11 dias. O fundo vai disponibilizar R$ 250 milhões para empreendimentos se recuperarem dos impactos econômicos com condições facilitadas.

A operação vai começar em abril e ainda aguarda regulamentação para a análise dos cadastros começar de fato. O Bandes também opera as linhas Desenvolve Rio Doce, Fungetur e Finesp Saúde, mas a busca neste momento tem sido pela nova linha por oferecer melhores condições aos empresários.

Os atendimentos feitos até agora foram pelos canais online e as propostas de financiamento só vão ocorrer após a liberação da linha, momento em que as empresas também vão precisar apresentar a documentação. A expectativa do banco é que a análise seja feita o mais rápido possível, na medida em que as empresas entreguem a documentação corretamente. Nesse caso, a análise pode levar até 15 dias. Outra vantagem desta linha é o fato de não exigir certidões negativas, exceto a da previdência.

Ainda não foi informado o valor médio do empréstimo que as empresas poderão retirar. Segundo o diretor-presidente do Bandes, Munir Abud, isso será definido em breve, após conversas com entidades que representam os setores da economia afetados pela pandemia para entender a real necessidade dos empresários. Até agora, ele diz que o ramo de turismo, onde se incluem bares, restaurantes e hotelaria, são os que mais procuraram o banco interessados no crédito.

Com a presunção de que foram os mais afetados durante a pandemia, esses setores vão ter condições ainda mais facilitadas de ter aceso ao crédito, visto que não será preciso mostrar a defasagem de receita e dados contábeis no período de covid que serão pedidos a outras atividades que buscarem o banco. “O objetivo é evitar que empresas com problemas pretéritos tenham acesso a um crédito de forma especial, que foi criado para socorrer quem mais precisa”, explica.

Abud explica a importância do volume de crédito disponibilizado pelo governo com a nova linha. Só para os empreendimentos afetados pela pandemia serão disponibilizados R$ 250 milhões, enquanto o orçamento do banco para o ano inteiro é R$ 280 milhões. “Toda a máquina do banco trabalha para prover desenvolvimento econômico. Com os R$ 250 milhões para recuperação econômica é como se o governo tivesse criado um outro banco. É duplicar o poder de fogo do Bandes. Não tem nada parecido em programas de recuperação econômica, com condições de juro facilitadas e desburocratizadas”, afirma.

Os detalhes das linhas de financiamento estão disponíveis no site do Bandes.

Microcrédito
Outras linhas de crédito voltadas a micro e pequenas empresas, autônomos e agricultores familiares são oferecidas pelo Banestes desde o ano passado no primeiro momento da pandemia. Segundo o banco, neste momento de novas ações da quarentena, a disponibilidade das linhas foi reforçada. De março do ano passado até o último dia 26, o Banestes já liberou mais de R$ 537 milhões nas linhas de crédito emergencial, em quase 16 mil operações de crédito, uma média de R$ 33 mil por crédito liberado. Segundo o diretor-presidente do banco, José Amarildo Casagrande, só em 2021 foram mais de R$ 41 milhões desse montante.

A linha Crédito Emergencial recebeu mais R$ 100 milhões de aporte do Banestes em março de 2021 e é destinada para empresas que tiveram dificuldade financeira pela pandemia da covid-19. Este modelo é voltado para capital de giro emergencial e tem taxas a partir de 0,32% ao mês + CDI, sendo a taxa máxima de até 0,64% ao mês + CDI. A carência é de até seis meses, com prazo máximo de parcelamento de até 48 meses, incluindo o período de carência.

Já quem é MEI ou autônomo pode buscar a linha microcrédito emergencial de juro zero com limite de R$ 5 mil de empréstimo, a ser pago em 24 parcelas, com carência de seis meses. Segundo o banco, o tempo de análise de crédito depende em cada uma das linhas, mas a média é de no máximo sete dias úteis. Até agora, mais de 6 mil pessoas foram atendidas nesta linha, que liberou R$ 31 milhões segundo Casagrande.

“Vejo muitas pessoas comentando que não conseguiram acesso ao crédito, mas não procuraram os canais corretos. As empresas devem buscar as agências do Banestes. Já os MEIs e autônomos precisam procurar o agente de crédito da Aderes para buscar as informações corretas e orientações para terem acesso aos programas”, orienta o presidente do Banestes.
 
 
 

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