Rachel Poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

Quando a esposa depende financeiramente do marido e não se move

Mulher, você conhece alguém ou vive em uma situação em que seu casamento é sua maior fonte de renda? Quero lhe fazer uma pergunta sincera: isso é saudável para você?

Quero hoje lhe convidar para uma reflexão. Atualmente, vimos muita gente falando da mulher no mercado de trabalho, da ascensão profissional da mulher, dentre outros ganhos. Mesmo assim, muitas mulheres ainda vivem como se o casamento fosse uma profissão. Abrem mão de ter uma real profissão e da sua carreira para cuidar da casa e dos filhos. Simplesmente desistem de ter uma carreira sólida, pois, no casamento, encontra todo o amparo financeiro que entende como suficiente. Então, volto a lhe perguntar: você acha que isso é saudável? Não seria essa uma forma de a mulher se aprisionar no relacionamento?

Se você trata seu casamento como profissão, lembre-se de que você pode ser demitida, descartada, dispensada, com ou sem aviso prévio. Além disso, é importante lembrar que essa é sua única fonte de renda. O que fará depois, caso isso aconteça?

Você precisa tomar uma decisão, sair dessa dependência, porque existe aí uma relação muito frágil que não deixa você viver sua identidade. Se você está bem no seu casamento hoje, está tudo ótimo, maravilhoso; mas nunca esqueça que ele é a única fonte de renda que você tem. E, nessa situação, é muito lógico que comece a pensar em algo que também lhe dê liberdade, que nunca ponha em risco a sua identidade.

Já pensou em se especializar, estudar, fazer um curso, montar uma empresa, enfim, alguma coisa que lhe gere renda e possa lhe permitir, mais cedo ou mais tarde, sua independência financeira?

Se hoje ainda precisar da ajuda de seu marido para começar, tenha essa conversa de forma franca com ele. Num relacionamento saudável, o casal se ajuda reciprocamente para que ambos cresçam. Um tem orgulho de ajudar o outro a atingir seus objetivos. E, vitoriosos, apaixonam-se ainda mais um pelo outro. Que você, então, tenha em seus objetivos também crescer profissionalmente em algo, para alcançar sua liberdade de estar com ele por amor, não por dependência financeira.

Não fique refém dessa situação, pois o risco não é apenas acabar o dinheiro, mas sim você deixar de se reconhecer como quem é. E sobre dinheiro, o pior que pode fazer é ser submissa a isso. Haja! Saia da zona de conforto, pois sua posição hoje pode estar muito boa, mas você é dependente, e isso lhe torna frágil. Se esse relacionamento acabar ou se tornar indigesto para você, precisa ter para onde ir e como recomeçar.

E, então, que posição você vai assumir? É melhor você resolver essa situação agora, porque quanto mais tempo passar, mais suas algemas apertarão.


RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Fui traída, mas dependo dele financeiramente

Eu vou falar com você agora sobre uma situação que atinge muitas mulheres casadas: a esposa descobre uma traição, mas é dependente financeiramente do marido e não consegue falar, muito menos tomar uma decisão, por causa dessa dependência.
 
Isso aconteceu com você ou com alguém que você conhece? Então, preste muita atenção.

Essa situação realmente é péssima, isso ninguém nega. Mas já pensou se esse acontecimento não serve também para lhe abrir um precedente, para que você tome uma decisão de sair da sua zona de conforto? Acha saudável não conseguir sequer falar o que te incomoda por medo dessa dependência?

Pense comigo: o que lhe faz ser dependente do seu marido? Isso lhe incomoda? Será que essa situação, por pior que seja, não vem pra lhe ajudar a tomar uma decisão de agir e sair dessa dependência financeira? Todas essas, são perguntas que você precisa responder, pois essa dependência financeira é justamente o que causa uma das piores prisões que você pode vivenciar num casamento arruinado.

É possível que você, por diversas vezes, já tenha pensado em começar um novo projeto, algo seu, que precisará obviamente de tempo para amadurecer e lhe tornar independente, mas que tenha sua cara. Talvez, outras vezes, até começou algo, mas parou, desistiu ou adiou sem prazo para retornar. 
O que precisa se perguntar agora é: você passaria hoje por esse dilema se tivesse construído algo seu anos atrás, fosse com uma formação nova, um pequeno negócio, o começo de uma carreira, algo que ninguém pudesse tirar de você? 

Diante disso, quero que reflita: será que hoje seu casamento só existe por conta dessa dependência? 
Será que você não está fazendo do seu casamento uma profissão? Se sim, é realmente saudável para você essa situação? 
Sei que, algumas vezes, dói responder a essas perguntas. Mas é importante para a consciência máxima sobre sua condição atual.

Quando se trata de uma traição em que você está em dúvida se se separa ou não, mas essa dúvida só existe por causa da dependência financeira, saiba que isso não está sendo uma decisão justa consigo mesma. Você não está levando em consideração o que lhe dá prazer, muito menos o que você quer de um relacionamento amoroso.

É importante frisar que um relacionamento amoroso não deve ser uma prisão. Portanto, quando você coloca um empecilho financeiro, está aprisionando seu desejo, sua vontade e sua identidade.

Lembre sempre: você nasceu para ser feliz. 

Então, tome uma decisão, mesmo que precise sair da zona de conforto e que isso lhe doa muito. A decisão precisa ser firme, consciente e calculada. Só não pode ser jogada para debaixo do tapete, porque quanto mais tempo você passar nessa prisão sem voz, com medo de desagradar ou de perder seu conforto, menos você vai se reconhecer amanhã. E se você precisar de ajuda para não deixar sua identidade se perder nessa prisão, conte comigo para recuperarmos juntas essa grande mulher que ainda existe em você, mesmo nessa condição.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Traição no casamento e filhos como desculpa

Você acha que, após uma traição, o fato de você ter filhos é um peso? Pois bem, depois de uma traição, não é incomum que algumas mulheres comecem a pensar: “eu tenho filhos, como que vai ficar? Os meus filhos vão ficar traumatizados, isso é muito ruim”. É neste momento que essas mulheres começam a se lembrar de crianças que têm pais separados e que isso é muito ruim para a família e para o psicológico delas. Falam até que não querem se separar por causa dos filhos, sem ao menos colocarem em pauta o que ela propriamente está sentindo.

Se essa mulher realmente quer continuar esse relacionamento, é necessário, antes de tudo, refletir o que ela imagina fazer depois dessa situação. E jamais colocar os filhos como motivadores para continuar casada.

Mulher, pensa comigo: seus filhos não podem carregar essa responsabilidade para si. O relacionamento marido e mulher não tem nada a ver com o relacionamento pai e filho. Claro que uma família unida é muito bonito, mas, se isso está ofendendo a felicidade do casal, será que vale a pena?

Se quer continuar, não leve essa culpa para seus filhos. Eles não tem como resolver essa situação por você. Reafirme sua identidade, busque o que faz sentido para você, porque você e seu esposo vão continuar sendo pais. Mas então eu pergunto: será que vai existir uma boa relação depois disso se vocês continuarem casados, no meio de tanta desconfiança e falta de perdão?

Você nasceu para ser feliz. E será uma mãe muito melhor se buscar cotidianamente essa felicidade. Jogar para debaixo do tapete, sem resolver nada, e ainda colocando os filhos como desculpa, só prejudicará a todos. Se você se privar de resolver, dará uma carga muito grande ao seu filho, que nada tem a ver com toda essa situação que o casal vem passando. Não jogue para seus filhos a responsabilidade que é só sua e do seu esposo.


RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Se você foi traída, leia esse texto

“Fui traída, e agora, o que eu faço?” Essa é uma pergunta que muita mulher se faz quando descobre que foi traída. Pânico, dúvidas, medo, ansiedade, agústia... Todos os sentimentos tóxicos parece que surgem de uma única vez neste momento.

Isso acontece porque, muitas vezes, a vida está tão estabilizada, tudo tão certinho, que uma notícia dessa, de descobrir uma traição, chega como uma bomba devastadora. Às vezes, a traição não é novidade, já vinha de muito tempo, a mulher inclusive já suspeitava, mas isso não excluir seu susto e pânico naquele momento. E agora? O que se faz numa hora dessas?

Começa o desespero. Passa a se perguntar “o que eu fiz para merecer isso?” Muitas vezes, fatos como esse destroem a identidade da mulher por bastante muito, porque infelizmente ela assume pra si a culpa de ter sido traída. Então surge um dos sentimentos mais destrutivos que existem para a mulher nessa hora: culpa. E essa culpa pode lhe levar a uma autopunição.

Se você, mulher, já passou por isso, preste atenção! Nesse momento, o que tem que fazer é um questionamento do que aconteceu, fazer uma retrospectiva das suas atitudes. Como foram suas atitudes com o seu parceiro? Você realmente contribuiu com isso de alguma forma?

Depois de fazer essa reflexão, você está preparada para colocar as cartas na mesa. Converse com seu companheiro, pois, muitas vezes, o que acontece é uma explosão de emoções, com acusações de um para o outro outro, brigas e até agressões com gritos… Isso não ajuda a resolver a situação, muito menos contribui para ter clareza sobre o que vem ocorrendo de verdade. O primeiro passo é sempre o diálogo, primeio consido mesma, depois com o parceiro.

Conversar depois de ter feito a autoreflexão é tentar entender tudo, para colocar em pratos limpos, com um diálogo franco. Isso tudo serve a um único objetivo: saber o que realmente vai lhe fazer feliz.

É importante ter a consciência do que é um valor para você, do que faz realmente sentido na sua vida neste momento e de como vai se sentir bem. A pior coisa a dizer neste momento é: “está tudo bem, deixa pra lá, eu te perdoo”. Se fizer simplesmente isso, sem autoreflexão e sem a conversa franca e sem filtros com o parceiro, todos os dias aquela situação virá à sua mente, não lhe deixará em paz internamente, voltando a cada pequeno outro conflito ou dúvida sua. Dessa forma, ficam permanentes aquele desgaste, a sensação ruim, o pânico de ocorrer de novo.

Reflexão e diálogo, anote essas palavras. Saiba que é importante também entender o que seu parceiro sente, procurar saber o ponto de vista dele diante dessa situação, mesmo que você não concorde. Descobrir o que se passa do outro lado, mesmo que depois você decida continuar ou não com ele, é essencial para sua própria evolução como mulher. Não adianta se desesperar, ficar se descabelando, brigando, pois isso não resolve problema nenhum.

Seja uma mulher de identidade. Posicione-se ditante dessa situação, com clareza. E jamais jogue para debaixo do tapete sem ter ciência total dos efeitos. Faça o melhor para você, o que te fará bem. Você nasceu para ser feliz e para viver um relacionamento prazeroso. Nunca se esqueça disso.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

A mulher tem a obrigação de ser mãe?

Toda mulher é obrigada a querer ser mãe? Estou fazendo essa pergunta porque ouço de algumas mulheres o real desejo de não quererem ser mãe. Então, ponho a questão: se a mulher não quer ser mãe, pelos motivos pessoais dela, por qual razão a forçamos socialmente a essa condição?

Pessoalmente, conheço pessoas que dizem assim: “quero me casar, porém não quero ser mãe, nunca”. E, quando ressoam frases assim, vejo os olhares das pessoas ao redor, que logo em seguida soltam um energico “como assim você não quer ser mãe? Toda mulher quer ser mãe! Como você não quer?”

Não, não é verdade que toda mulher quer ser mãe. Existem mulheres que simplesmente não tem vontade essa vontade, seja pela condição de trabalho que escolheu, seja pelo esforço necessário para cuidar de uma criança, seja porque não se imagina cuidando de alguém, seja porque prefere a vida atual e focada, seja por qualquer outro motivo que não nos cabe de forma alguma julgar. O fato é que não tem qualquer desejo de ser mãe. E tudo bem, porque esse desejo é muito particular e certamente não é a vontade de todo mundo.

Se você é uma mulher que não tem vontade de ter filhos, não se culpe pela opinião dos outros. Uma mulher de identidade sabe o que a faz feliz. E nunca esqueça: você nasceu para ser feliz, não para agradar os outros. 
O corpo é seu, assim como os desejos e escolhas também. Portanto, não se abale de alguém se aproximar com falsas condenações por não querer ser mãe. Independente de qualquer opção que faça, você merece ser feliz, sendo mãe ou não.

Você não deixará de ser importante só porque não quer ser mãe, não deseja ter filhos. Nunca esqueça que isso deve ser uma opção de escolha, não uma obrigação. A responsabilidade de cuidar de um filho é muito grande, de bastante importância, por pode vir apenas por uma pressão social. Essa seria a forma mais aprisionante de escolher algo tão importante e delicado para uma mulher.

Seja uma mulher de identidade e assuma seu posicionamento sobre esse assunto. Seja qual for sua opinião ou sua decisão, lembre-se de que a escolha é sua e a vida também. Ninguém pode interferir nesse momento tão pessoal e íntimo.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade



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