Luis Frechiani

Por Luis Frechiani

Mestre em Economia e Professor. Diretor do Instituto de Excelência em Relações Comercias e Internacionais (INCERI). Consultor de projetos na PHD Tecnologia em PEAD e na Odrill Engenharia, atuando nos setores de Saneamento, Petróleo e Gás.

Por Luis Frechiani

Mestre em Economia e Professor. Diretor do Instituto de Excelência em Relações Comercias e Internacionais (INCERI). Consultor de projetos na PHD Tecnologia em PEAD e na Odrill Engenharia, atuando nos setores de Saneamento, Petróleo e Gás.

O Pesadelo de Trump

O Pesadelo de Trump. Crédito: (Win McNamee/Pool/Reuters)
Na última noite do seu mandato presidencial e bastante decepcionado com a perda de todas as ações judiciais para anular a eleição de Biden, Trump senta-se na cadeira do salão oval e, profundamente, adormece. Na madrugada, acorda e observa, no seu celular, as mensagens em seu Twitter e se assusta com uma notícia:

ONU e os Estados Unidos da América assinam  acordo para distribuir dólares no mundo. (Jornal XYZ, por M. Freeman.)

A crise sanitária atual levou o Presidente dos EUA, Donald Trump, a esta inédita iniciativa, cuja data escolhida para iniciar a operação foi o dia 11 de setembro de 2021. Com o intuito de mostrar para a humanidade o espírito altruísta do Presidente Trump e dos Estados Unidos da América, a distribuição de dólares tem como objetivo distribuir renda e reduzir as desigualdades sociais no planeta. No dia D, todos os aviões e helicópteros  das bases militares dos EUA e da ONU, abastecidos de dólares, estavam preparados para decolar e jogar dinheiro nos países e locais estrategicamente escolhidos para cumprir a mais importante missão militar norte americana. No dia seguinte, a população mundial se considerava relativamente mais rica e os habitantes dos diversos países passaram a ter comportamentos diferentes.

Nos países mais pobres, em função da elevada propensão marginal a consumir, todo os dólares recolhidos foram direcionados para o consumo de alimentos, roupas e outros bens de consumo que não possuíam, ativando a economia dos seus países e elevando o volume de importações, que na sua maioria, vinham dos países emergentes e dos países ricos.

Nos países emergentes, o comportamento dos habitantes foi um pouco diferente. Os mais pobres gastaram tudo que arrecadaram consumindo mais alimentos. Uma parte da classe média, também, consumiu toda a sua renda em bens de consumo duráveis e não duráveis, enquanto a outra, endividada, optou por pagar as suas dívidas. Já os mais abastados, aplicaram o dinheiro recolhido. As economias dos países emergentes, por conta deste aporte de dólares, também apresentaram crescimento econômico e elevação das suas importações de alimentos e bens de consumo duráveis.

Nos países ricos, os japoneses pouparam todos os recursos recolhidos enquanto na Europa e nos Estados Unidos, parte foi poupada e o restante gastos em bens de consumo duráveis e turismo. Enquanto isto, os economistas do governo dos Estados Unidos da América e o Federal Reserve Board (FED) começaram a observar que, após esta injeção de dólares na economia mundial, o comércio internacional se expandiu significativamente, enquanto a cotação da moeda norte americana caía, substancialmente, em relação às principais moedas do mundo, provocando um forte aumento nos preços, em dólares, das commodities,  dos produtos e dos serviços.

De repente, o fantasma de Joe Biden começou a rondar a Casa Branca e o Presidente Trump, assustado, acorda e diz:

“Que pesadelo!  É melhor jogar bombas”.

*Este artigo é uma ficção econômica e foi inspirado na expressão Helicopter Money  criada, nos anos 60, pelo Nobel de Economia, Milton Friedman.

Por Luis Cláudio Frechiani e Renata Moreira Frechiani

O artigo publicado é de inteira responsabilidade exclusiva de seu autor e não representam as idéias ou opiniões do site EMDIAES.

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