Julieverson Figueredo

Por Julieverson Figueredo

Estudante, Editor e Social Media no Em Dia ES. Desenvolvedor de Dicas de planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos através da educação

Por Julieverson Figueredo

Estudante, Editor e Social Media no Em Dia ES. Desenvolvedor de Dicas de planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos através da educação

Nota do Enem: onde usar e quais as suas diversas possibilidades

Para quem está no terceiro ano do Ensino Médio e pretende cursar uma faculdade sabe que uma das maneiras mais viáveis atualmente no Brasil é através do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Porém, muitas vezes os estudantes focam em apenas um tipo de processo seletivo para tentar a vaga para a faculdade e esquecem as diversas possibilidades que esse exame proporciona.

A nota do Enem permite ser usada de diversas formas, e é isso que vou te mostrar hoje.

Sistema de Seleção Unificada (Sisu)
O Sisu é gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e unifica o processo seletivo de diversas universidades públicas. Ele abre inscrições duas vezes por ano (em janeiro e junho) e pode ser usado por qualquer estudante, pois não há limite de renda.

A inscrição pode ser feita para vagas de ampla concorrência, para as reservadas de acordo com a lei de cotas ou destinadas a outras políticas afirmativas das instituições, seguindo as regras aplicáveis aos vestibulares regulares.

Como se inscrever?
Para se inscrever é preciso ter feito a última prova do Enem. Outra exigência é que o estudante não tenha zerado a nota do Enem na redação.

Cumprindo esses requisitos, basta acessar o portal do Sisu com o número de inscrição e a senha usada para o Enem. Após preencher os campos necessários para inscrição, confira os dados cadastrados e, se necessário, faça as alterações.

Na tela “Minha inscrição” é hora de selecionar o curso que você quer, mas se tiver dúvidas, não tem problema: você pode escolher até duas opções. O passo a passo é simples:

pesquise as vagas pelo nome do município, do curso ou da instituição de ensino que você deseja;

clique nos cursos para saber sobre as quantidades de vagas e modalidades disponíveis para inscrição;

selecione a opção “escolher este curso” para continuar.

Depois de decidir o curso, selecione a opção de concorrência (ampla, cotas ou ações afirmativas), conforme as ofertas disponíveis. O próximo passo é conferir os seus dados e a lista com a documentação exigida pela instituição no momento da matrícula, caso você seja aprovado, e clicar em “confirmar minha inscrição”.

Não é preciso pagar nenhuma taxa e você pode alterar as opções durante todo o período em que as inscrições permanecem abertas. As notas de corte e classificações parciais são divulgadas durante todo o período, permitindo que você acompanhe o seu desempenho e, se achar necessário, mude a sua escolha e tente outras opções.

Programa de Financiamento Estudantil (Fies)
O Fies foi criado pelo MEC em 1999 para ajudar os estudantes matriculados em faculdades particulares a arcar com os custos do curso superior. Ele é ofertado em duas modalidades: a primeira com juros zero, voltada para estudantes com renda per capta familiar de até 3 salários mínimos.

A segunda modalidade de financiamento, chamada de P-Fies, é ofertada aos candidatos com renda familiar de até 5 salários mínimos por pessoa, com juros que variam de acordo com os rendimentos.

Para participar, além do limite de renda, os candidatos precisam ter participado de alguma das edições, a partir de 2010, com nota do Enem de, pelo menos, 450 pontos na prova objetiva e não podem ter zerado a redação.

Como se inscrever?
Para se inscrever é preciso acessar o site do Fies e fazer o cadastro no ícone “primeiro acesso”. Caso já tenha se cadastrado anteriormente, é só informar o CPF e senha nos campos indicados. Feito isso, basta seguir o passo a passo:

preencha as informações solicitadas na página “dados cadastrais”;

responda ao questionário de acordo com o seu perfil;

preencha a renda individual mensal bruta e, a seguir, as informações sobre todos os integrantes do grupo familiar;

escolha o grupo de preferência;

faça a opção dos cursos (até 3).

Depois de seguir todos os passos, confira os dados e informe se já concluiu algum semestre do curso, se for o caso. Para finalizar, basta digitar o código de verificação e acompanhar o seu pedido.

Programa Universidade para Todos (Prouni)
O Prouni é um programa do Governo que oferece bolsas de estudo parciais ou integrais em faculdades privadas. Para participar, o estudante deve ter feito a última prova do Enem e cumprir os seguintes requisitos:

comprovar renda familiar de até 3 salários mínimos por pessoa;

ter cursado o Ensino Médio em escola pública ou com bolsa integral em escola particular;

obter nota do Enem acima de 450 pontos e não zerar a redação.

O processo seletivo também segue o sistema de cotas, seguindo a mesma proporção das informações obtidas pelo IBGE para cada estado.

Como se inscrever?
Para se inscrever é preciso acessar o site do Prouni e escolher a opção “Fazer inscrição”. Na próxima página, insira o número de inscrição no Enem e a senha para acessar o formulário. A seguir, os passos são semelhantes aos do Fies. Você precisará informar:

os dados pessoais;

informações sobre o perfil;

dados sobre a sua renda individual e de todos do grupo familiar.

Após essas etapas, você deve fazer a busca de cursos e pode escolher duas opções. Até o término das inscrições você pode alterar esses dados, mudando o curso ou a instituição de ensino.

Aqui, também temos uma ótima dica: é possível se inscrever no Prouni e no Sisu, porém, você só poderá aproveitar um dos programas, mesmo que seja aprovado nos dois.

Vestibulares agendados
Os vestibulares agendados são opções oferecidas por algumas faculdades para os candidatos que não conseguem participar das provas regulares por alguma restrição, como impossibilidade de comparecer nas datas estipuladas.

Assim, é possível agendar um dia e horário específico para fazer a prova. Porém, para facilitar, quem fez o exame pode aproveitar ainda mais praticidade: com a nota do Enem, você consegue usar essa modalidade de vestibular para entrar na faculdade sem precisar fazer uma nova prova.

Como se inscrever?
Aqui o procedimento varia de acordo com cada instituição de ensino. Em geral, você precisa acessar o site da faculdade e escolher a opção específica para o vestibular agendado, seguindo o passo a passo que será mostrado na tela.

Geralmente é possível aproveitar o seu desempenho no Enem dos últimos 5 anos, sendo exigida uma nota mínima na redação e na prova objetiva para poder concorrer. O procedimento é simples e você consegue se matricular usando apenas o seu desempenho no exame.

Pronto! Agora você já conhece as diversas possibilidades de uso para nota do Enem no ingresso para o ensino superior. Então, aproveite para se planejar e fique de olho nas datas de inscrições para garantir a sua vaga.

Afinal, qual curso superior escolher?

Para quem está no último ano do ensino médio, se preparando para o Enem. sabe que essa é uma das etapas mais importantes da nossa vida. Tenho algumas ressalvas com essa situação, afinal, exigir que alguém de 17, 18, 19 anos escolha a profissão que levará para vida toda e que afetará o seu futuro (com sorte, positivamente) é meio problemático, mas, esse é o sistema, e lutar contra ele às vezes torna-se contraproducente.

Minha intenção hoje é ajudar aqueles que, assim como eu, já se questionaram diversas vezes sobre "mas como escolher um curso superior?", "em qual instituição de ensino estudar?".

Eu penso que o primeiro passo para tomar uma decisão mais acertada com relação à sua carreira profissional é fazer uma reflexão aprofundada sobre quais são as áreas do conhecimento de que você mais gosta. É interessante pensar nas disciplinas da escola e entender se você é do time dos que adoram Matemática e Física, ou é das Humanas e Linguagens? Ou prefere os exercícios no laboratório de Ciências?

A partir daí se torna mais fácil perceber, ao menos, qual das grandes áreas do conhecimento — humanas, exatas ou biológicas — se encaixa melhor no seu perfil pessoal. E então, com isso bem definido, você conseguirá, no mínimo, eliminar muitas das possibilidades e direcionar melhor as suas opções.

É importante também identificar quais são as suas habilidades pessoais, uma vez que essa é uma etapa tão importante para definir qual é o curso superior que mais se encaixa em seus objetivos quanto descobrir quais são as suas preferências.

Por isso, na hora de fazer a “triagem” dos cursos de graduação que mais despertam o seu interesse, é preciso ir além do gosto pessoal: você deve considerar quais são os seus talentos, aquilo que você faz bem, as suas características positivas e também as negativas — afinal de contas, o ideal é investir nos seus pontos fortes.

Na maioria das vezes, as habilidades pessoais coincidem com as nossas preferências, no entanto, nem sempre é assim. Pode acontecer de você adorar as aulas práticas de Química no laboratório, por exemplo, mas ter bastante dificuldade para lidar com as fórmulas e cálculos.

Nesse momento, uma boa dica é pensar bem se não vale mais a pena se dedicar a uma área na qual você tenha mais facilidade — e, é claro, que também te dê prazer. Afinal, você se dedicará integralmente a ela durante várias horas do dia.

É interessante se fazer a seguinte pergunta: se eu tivesse todo o tempo e dinheiro do mundo, o que eu gostaria de fazer (não vale dizer "não faria nada", hein?). Ao se fazer essa pergunta, você filtra exatamente aquilo que gosta de fazer.

Outro ponto importante a ser considerado na hora da escolha do seu curso de graduação é o que planeja para o futuro. Para isso, é importante identificar quais são as suas expectativas de vida e o que você tem como prioridade — não só nesse momento, mas também dentro de alguns anos, em médio e longo prazo.

Escolher curso superior também envolve a opção da faculdade ideal para a sua formação, pois o ideal é garantir uma qualificação que corresponda verdadeiramente às suas necessidades. Se a universidade for privada, fique de olho nas possibilidades de ingressar em programas de bolsas de estudo como o Prouni, oferecido pelo Governo Federal, ou institucionais, oferecidas pela própria faculdade, além das possibilidades de financiamento estudantil.

Outro ponto importante é avaliar, também, as modalidades de ensino oferecidas pela instituição e verificar qual delas se encaixa melhor nos seus objetivos acadêmicos e profissionais. Se você gosta da vida no campus e da convivência com os colegas e professores, a modalidade presencial é perfeita para você. No entanto, se você precisa de horários mais flexíveis para conciliar os estudos com outras atividades e possui determinação para acompanhar as disciplinas e atividades online, vale a pena conhecer os cursos a distância (EAD).

Ao escolher um curso superior, o aluno deve pensar na disponibilidade que tem para se dedicar aos estudos. Afinal, fazer uma faculdade, de maneira séria, faz com que você tenha os melhores resultados possíveis.

A escolha do curso ideal não se baseia simplesmente em gosto pessoal. As questões práticas também devem ser consideradas, e a situação do mercado de trabalho é um ponto que tem bastante peso. Nesse tópico, a internet também é uma boa aliada para descobrir como andam as perspectivas para o segmento profissional que você pretende escolher, qual é a demanda por profissionais, a média de horas trabalhadas e a faixa salarial, onde estão localizadas as empresas e quais as habilidades mais procuradas por elas.

Uma excelente ferramenta para trabalhar o seu autoconhecimento e que, certamente, vai ajudá-lo a tomar uma decisão mais consciente sobre o melhor curso de graduação é um teste vocacional. É importante destacar que existem inúmeros testes e que muitos deles são disponibilizados gratuitamente na internet ou até mesmo pelas instituições de ensino superior. Por isso, procure fazer uma pesquisa em sites confiáveis, converse e peça a orientação da equipe pedagógica e da direção da sua escola, se for o caso.

Outra boa opção é buscar a ajuda de profissionais especializados em orientação vocacional, como psicólogos, psicopedagogos e coaches. Eles têm o conhecimento necessário para auxiliá-lo ao escolher curso superior.

Além disso, farão um trabalho personalizado e mais aprofundado a partir de questionários, exercícios e outras técnicas diversas para que você consiga identificar com maior clareza as suas características pessoais, preferências e habilidades que influenciarão na escolha do curso ideal.

Conheça alguns dos cursos de cada área
Agora que você já conferiu as nossas dicas para ajudá-lo a escolher um curso superior, vamos listar algumas das principais opções dentro de cada área de conhecimento para dar um empurrãozinho a mais na sua decisão:

Biológicas
Também conhecido como área da saúde, o segmento das Ciências Biológicas engloba cursos ligados aos cuidados com o ser humano e à manutenção do bem-estar, como: Medicina, Enfermagem, Psicologia, Odontologia, Nutrição, Fisioterapia, Educação Física, Farmácia e Biologia.

Exatas
Para quem se dá bem com cálculos e fórmulas, a área de exatas oferece amplas opções, como Matemática, Física, Química, os diversos tipos de Engenharia — Mecânica, Elétrica, Civil, entre outras — além dos cursos relacionados à computação e ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Humanas
Esta é a área de conhecimento mais ampla entre as que citamos aqui, e pode ser dividida em subcategorias como:

Administração e negócios, com cursos como Administração de Empresas, Economia, Ciências Contábeis, Gestão Pública e Turismo;

Artes e design, em que se enquadram opções de graduação como Moda, Música, Dança, Artes Cênicas, Artes Visuais e Fotografia;

Ciências sociais e humanidades, onde estão os cursos de Direito, História, Filosofia, Sociologia, Pedagogia e Letras;

Comunicação, englobando a graduação em Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Rádio e TV e Relações Públicas.

ENEM NO EM DIA
Eu sou Julieverson Figueredo, editor e social media aqui no Em Dia ES, e minha missão com a coluna "Enem No Em Dia" é ajudar aqueles que, assim como eu, estão se preparando para o Enem. Em um momento tão anômalo como o que estamos vivenciando agora, a educação teve seus obstáculos aumentados, e buscar apoio para que não desistir é essencial. Semanalmente trarei dicas, planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos!

O sistema de cotas e a sua importância

O debate sobre o sistema de cotas está cada vez mais presente nas rodas de conversa. Enquanto algumas pessoas concordam com a sua existência e acreditam em sua necessidade para suprir preconceitos históricos no Brasil, outras têm críticas às instituições que o utilizam por não entender a sua importância, defendendo uma realidade baseada na 'meritocracia' que não funciona no Brasil.

O sistema de cotas, também conhecido como ações afirmativas ou política de cotas, é uma política pública que atua no sentido de garantir o acesso de alguns grupos de pessoas a oportunidades em que elas são desfavorecidas por uma série de situações. 

Logo, quando se adota um sistema de cotas em um processo seletivo, uma porcentagem das vagas é reservada para pessoas que fazem parte de determinado grupo social, como negros, indígenas e de baixa renda.

No Brasil, a política de cotas é conhecida por ser aplicada principalmente em processos seletivos para universidades e cargos públicos, ou seja, nos vestibulares e concursos. Porém, as suas características — como quantidade de vagas e o processo de análise dos candidatos — é diferente em cada instituição.

De acordo com o artigo 1º da Lei nº 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, as universidades federais devem reservar, no mínimo, 50% das vagas dos cursos de graduação, por curso e por turno, para candidatos que cursaram todo o ensino médio em escola pública. A lei também fala sobre os critérios étnico-raciais e sociais considerados no sistema de cotas.

Inicialmente, o sistema de cotas foi adotada na Índia, na década de 1930, com o objetivo de reparar o preconceito histórico contra castas inferiores, que prejudicava o acesso dessas populações à educação e ao trabalho. Já em 1960, os Estados Unidos adotaram a política de cotas para diminuir as desigualdade socioeconômicas entre pessoas negras e brancas.

No Brasil, o sistema de cotas foi criado para diminuir as desigualdades socioeconômicas relacionadas a determinados grupos, como pessoas negras, indígenas e de baixa renda. O objetivo é democratizar o acesso ao ensino superior e aos cargos públicos.

A primeira instituição a implementar as ações afirmativas no Brasil foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que considerava os alunos vindos de escolas públicas, seguida pela Universidade de Brasília (UnB) que foi pioneira em adotar as cotas raciais em 2004.

Nesse sentido, o sistema de cotas no Brasil foi criado com o objetivo de amenizar as diferenças sociais e econômicas resultantes do racismo histórico enfrentado por determinados grupos. A ideia é reduzir a dificuldade de acesso desses grupos à educação e ao mercado de trabalho, tornando a concorrência mais nivelada com o resto da população.

Um sistema de cotas funciona a partir da separação de uma parcela das vagas destinadas a um curso ou cargo público, por exemplo, a determinado grupo social, e após a classificação dos candidatos de ações afirmativas, é necessário fazer uma análise para verificar se eles se encontram nos critérios pré-estabelecidos.

Vamos pensar em uma universidade federal que possui cotas sociais destinadas a pessoas com baixa renda. Na hora de se candidatar à vaga, você informa que se enquadra nesse critério. Então, provavelmente, a universidade exigirá que você leve alguns documentos para comprovar a sua situação antes de fazer a sua matrícula.

As informações referente às vagas destinadas ao sistema de cotas podem ser verificadas nos editais dos vestibulares ou processos seletivos e também em programas como o Sisu e o ProUni.

As cotas se diferenciam pelos critérios aos quais atendem. As cotas sociais no Brasil, são políticas públicas que visam melhorar o acesso de grupos que são impactados negativamente no quesito social. Portanto, elas levam em consideração baixa renda familiar, estudantes de escola da rede pública e pessoas com deficiência.

Cotas raciais, por sua vez, são voltadas para combater as desigualdades sociais resultantes de um racismo histórico que privilegia pessoas de determinada cor e desfavorece outras. Então, ao contrário do que muitos pensam, o sistema de cotas raciais não é destinado apenas a pessoas negras. Existem instituições que também trabalham ações afirmativas voltadas a indígenas e pessoas pardas, por exemplo.

Nesse caso, a garantia é feita por meio da assinatura de um documento em que o candidato se autodeclara negro, pardo ou indígena. Em algumas instituições, também é necessário fazer uma entrevista presencial com banca avaliadora.

O sistema de cotas é destinado aos indivíduos que fazem parte dos grupos aos quais as ações afirmativas são destinadas, seja ele de cotas sociais ou raciais. É necessário verificar, na instituição que você deseja entrar, quais são os critérios exigidos e como é o processo de análise para ter certeza que você se encaixa.

Para utilizar essa política, você precisará ter participado do processo seletivo e demonstrado o seu interesse em usar o sistema de cotas. Se for usar a nota do Enem para entrar em uma universidade, por exemplo, é só optar pela modalidade de cotas na hora de se candidatar a uma vaga pelo Sisu ou ProUni.

ENEM NO EM DIA
Eu sou Julieverson Figueredo, editor e social media aqui no Em Dia ES, e minha missão com a coluna "Enem No Em Dia" é ajudar aqueles que, assim como eu, estão se preparando para o Enem. Em um momento tão anômalo como o que estamos vivenciando agora, a educação teve seus obstáculos aumentados, e buscar apoio para que não desistir é essencial. Semanalmente trarei dicas, planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos!

Texto em colaboração com Roberta Firmino/Blog Imaginie

Enem Digital: como se preparar para a nova modalidade da prova?

Um novo formato de realização do do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi anunciado em julho de 2019, o Enem Digital, projeto piloto que, em 2020, será aplicado para 100.000 candidatos em alguns municípios. A ideia do Inep, é consolidar em 2026 nova modalidade, quando se tornará o único modelo de realização da prova.

Então, quem está pensando em concorrer a uma vaga em universidade pública usando a nota das próximas edições do Enem deve saber como essas mudanças afetarão a realização as provas.

Mas, e neste ano? Como se preparar para o Enem Digital? 

Em primeiro lugar, entenda como o Enem Digital será aplicado. A mudança mais brusca em relação à versão impressa tradicional, é que você fará as provas pelo computador, obviamente. A plataforma por onde o Exame será realizado está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Além do formato de questão ao qual já estamos acostumados, você também irá se deparar com elementos interativos, possibilitados pelo meio pelo qual as provas serão aplicadas. Conforme o novo modelo for se consolidando, os candidatos poderão agendar as provas, que ocorrerão mais de uma vez no ano. Em 2020, os participantes das capitais selecionadas para a aplicação do modelo digital puderam optar por qual versão fazer a prova no ato da inscrição, que ocorreu em maio.

O mundo digital já está presente cada vez mais em nossa rotina. E não só das gerações mais novas. Os mais velhos também estão aderindo às novas tendências. Entretanto, ainda existem pessoas que preferem se abster desse mundo por diversos motivos. E não tem nada de errado com isso, mas para o Enem Digital, é muito importante que você esteja em contato, acostumado e confortável com a utilização de um computador e a realização de atividades virtuais.

Uma das alternativas, por exemplo, é estudar pela internet. Aprendendo por meio de vídeos, infográficos, e outras funcionalidades de plataformas virtuais, você já estará se deparando com os elementos próprios do meio digital. Assim, você começa a se acostumar com a interatividade desse meio e a forma de lidar com ele. Essa prática, inclusive, tornou-se bastante comum devido a pandemia de Covid-19 neste ano.

Além disso, pratique online! Já existem plataformas que possibilitam que você treine para o Exame por meio de provas online. Além de te oferecer um ambiente semelhante ao que possivelmente será o do Enem nos próximos anos, essas plataformas te ajudam a acompanhar o seu desempenho ao longo do tempo. Os dados oferecidos por essas plataformas podem te ajudar a entender o que você precisa estudar mais, por exemplo, ou em quais habilidades você tem que focar, bem como redação.

ENEM NO EM DIA
Eu sou Julieverson Figueredo, editor e social media aqui no Em Dia ES, e minha missão com a coluna "Enem No Em Dia" é ajudar aqueles que, assim como eu, estão se preparando para o Enem. Em um momento tão anômalo como o que estamos vivenciando agora, a educação teve seus obstáculos aumentados, e buscar apoio para que não desistir é essencial. Semanalmente trarei dicas, planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos!

Mas e se eu ir mal no Enem?

A três meses do Enem, todos nós já estamos cansados, exauridos da rotina pesada de estudos e, em alguns casos, somada a de trabalho. Antes de tudo, saiba que todo o esforço vale a pena e conhecimento nunca é demais. Falo isso porque o pensamento de que "preciso passar no vestibular agora para não 'perder' tempo'" é real, e acomete diversos alunos que irão prestar o Enem. É claro que todos nós queremos ao sair as notas do Enem, saber que tivemos um desempenho bom para cursar a faculdade desejada, mas nem sempre isso acontece, e é normal!

Entretanto, ainda estamos em outubro, como já disse, são três meses até a prova e os resultados só irão sair em meados de março de 2021. É importante não antecipar sofrimento, ou seja, pensar, agora, que você irá mal na prova e acabar rebaixando seu desempenho. Ao mesmo tempo, saiba que caso você não vá bem, sempre terá um novo Enem, uma nova chance de mostrar que você é sim capaz.

E se realmente você tiver estudado duro, tenha se esforçado e mesmo assim não obtiver notas boas, use-as como um diagnóstico. Se seu calcanhar de Aquiles for Ciências da Natureza, por exemplo, dedique mais tempo nessas matérias para ir bem na próximas. Se for redação, idem: pratique mais! O importante é não ficar parado e sempre estar trabalhando para atingir seu objetivo, sua meta de vida, sua aprovação!

ENEM NO EM DIA
Eu sou Julieverson Figueredo, editor e social media aqui no Em Dia ES, e minha missão com a coluna "Enem No Em Dia" é ajudar aqueles que, assim como eu, estão se preparando para o Enem. Em um momento tão anômalo como o que estamos vivenciando agora, a educação teve seus obstáculos aumentados, e buscar apoio para que não desistir é essencial. Semanalmente trarei dicas, planejamento de estudos, materiais e conteúdos para que possamos evoluir cada vez mais e alcançar nossos objetivos!

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