Joacles Costa

Por Joacles Costa

_Escritor capixaba. _Graduando em Letras Português/Espanhol pela UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. _Membro efetivo da AJEL - Academia Jovem Espírito-Santense de Letras. _Assessor de imprensa. _Registro de Jornalista: 003675/ES. _INSTAGRAM: @joacles

Por Joacles Costa

_Escritor capixaba. _Graduando em Letras Português/Espanhol pela UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. _Membro efetivo da AJEL - Academia Jovem Espírito-Santense de Letras. _Assessor de imprensa. _Registro de Jornalista: 003675/ES. _INSTAGRAM: @joacles

Coluna: Leal | “A Simplicidade e a Realidade Mostram Muito do Nosso Cotidiano”

O escritor Jucimar Leal de Souza nasceu no dia 20 de Outubro de 1962 no Município de Itapemirim - Espírito Santo. É formado em Ciências Contábeis, todavia, já atuou em várias áreas profissionais tais como: Vaqueiro, profissão da qual orgulhou-se muito de trabalhar por muitos anos; agricultor; vendedor de abacaxi em feiras livres, vendedor na área de automação e também atuou durante 19 anos de serviço público. Ele é esposo de Viviane, esposa que ama muito e pai do Gabriel, Filipe e da Sophia.   

Acompanhe a entrevista com o escritor Jucimar Leal:

Joacles Costa: Quando e por que o você decidiu deixar o interior do Espírito Santo e vir para a Grande Vitória? 
Jucimar Leal: Em primeiro lugar, sou muito ligado às coisas do interior do nosso querido Estado do Espírito Santo, onde passei toda a minha infância. Entretanto, sempre tive uma vida de muitas dificuldades e cheia de situações difíceis para manter minha existência. Comecei a trabalhar no meio rural bem cedo, aos 12 anos de idade. Devido à essas dificuldades de sobrevivência, resolvi sair da minha Cidade no início da minha adolescência, para tentar a sorte em outras regiões, daqui e dali. Cheguei à Capital Vitória aos 40 de idade para tentar uma vida melhor e buscar novos horizontes. Já estabelecido aqui, trabalhei durante 19 anos, mais recentes, no Tribunal de contas e judiciário do Estado. Hoje moro em Vila Velha e não pretendo sair. 

Joacles Costa: De que forma a poesia entrou na sua vida? 
Jucimar Leal: Escrevo desde os meus 16 anos.  A poesia surgiu por incentivo de uma excelente professora de literatura, chamada Leila.  Esta professora foi uma importante influenciadora da minha vida de leitor.   A partir daí, nunca mais parei de ler e escrever, nem pretendo.    

Joacles Costa: Quais são suas obras escritas?
Jucimar Leal: Aquelas não publicados são: Floresta das IIusões - 2002 (Romance e ficção). Vida poema e morte - A extinção silenciosa - 2007 (Poesia). Remanço, Brumas e tormentas - 2016 (Poesia). Sophia e o Mundo das Cores – 2020 (Infantil). Publicado: Favelas Da Mente – 2015 (Poema)  

Joacles Costa: Que figuras da literatura exerceram grande influência na sua formação de escritor?  
Jucimar Leal: Gosto muito de mencionar que a primeira de todas, foi a minha professora de literatura chamada Leila, que me fez despertar para esse mundo da literatura. Sou muito grato por sofrer esta influência dela. A partir daí, não parei de ler os grandes poetas e não poetas Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes,  João Cabral de Melo Neto, Castro Alves, Gregório de Matos, Kafka, Fyodor Dostoevsky, Manuel Bandeira, Rubem Braga, o meu favorito que é o português Fernando Pessoa e por fim, mas não menos importante, as capixabas Jeane Ribeiro e Valsema Rodrigues.

Joacles Costa: Como você se faz entender em seus textos?
Jucimar Leal: Como citei anteriormente. Tive uma vida muito difícil pelo fato de trabalhar desde muito novo.  E na adolescência, encontrei na poesia, uma forma de evitar esse trabalho muito árduo a que era obrigado. Então ler, tornou-se um refúgio e acabei transportando para os textos, toda a simplicidade da minha vida; a realidade que mostra muito do nosso cotidiano, o lúdico e a fantasia da natureza humana. E isso acabou configurando-se nestes dois mundos da realidade e do imaginário. Eu sou um cara muito sonhador e amo falar da simplicidade da vida e da natureza. A simplicidade e a realidade mostram muito do nosso cotidiano.
 
Joacles Costa: Como você poderia definir a sua forma de escrever?
Jucimar Leal: Pergunta difícil essa. Acredito que cabe ao leitor avaliar e criticar quando faço o texto. Não sofro na escrita começo a escrever e é por impulso. Normalmente gasto minutos para escrever meus textos. Penso que, o que foi escrito achei que teve início, meio e fim, tendo significado prático ou imaginário para quem lê e faz viajar sem sair do lugar, isto já me basta.

Joacles Costa: Como você vê a poesia na atualidade?
Jucimar Leal: Não me preocupo muito com opiniões. A poesia possui diversas de serem pensadas e compreendidas. Quando intitulei meu livro como Favelas da Mente, tive o intuito de impactar. Acho que um título vende. Não faço parte de regras, porque se assim fizesse eu não seria escritor ou poeta. Os poetas do passado foram muito bons. Vivemos um tempo em que existem mais poetas do que leitores. Parece um exagero, mas não é.  Basta um breve olhar na sociedade que estamos inseridos que são ávidos por consumo inúteis.

Joacles Costa: Quais são os planos que você tem programado para o futuro? 
Jucimar Leal: Tenho planos de publicar os meus outros livros: Sophia e o Mundo das Cores que é um paradidático infantil e outro de poesia Remanso Brumas e Tormentas.

Título: Favelas Da Mente

Ser poeta é tarefa árdua. Requer-se mundividências e sensibilidade. Se falta uma a outra deve suprir.  Em ‘’Favelas Da Mente’’, o estimado Jucimar Leal logrou reunir os dois atributos, que, aliás, são-lhe imanentes.    Desde a primeira estrofe, é possível notar a sua suavidade e a beleza nos versos construídos engenhosamente neste louvável trabalho.   A história é narrada e toca o leitor, perpassando temas do cotidiano, dos triviais aos limítrofes. Mas o que se espera ao término da leitura de qualquer poesia?  A reflexão, o deter-se.  E é natural que com isso o leitor consiga emergir, imergindo; desprendendo-se, prendendo-se; alçar voos, aterrissando – ações aparentemente paradoxais, entretanto magicamente ofertadas pela leitura de uma bela poesia.



Autor: Jucimar Leal 

DOS ANJOS
Dizei-me, oh Deus!
O que tenho que fazer se teus lindos olhos estão em outra direção
E, na contra mão, anda meu cálido coração.
Dizei-me, oh Deus!
Se ontem Ela me disse adeus
Os cantos e os encantos
Agora se fazem em mim prantos.
Dizei-me, oh Deus!
Se fosse Eu o próprio Zeus
Daria a Ela o cálice imortalidade
Tomaria suas suaves mãos e a levaria comigo para a eternidade.
Dizei-me, oh Deus!
Se um dia os meus olhos fitaram os teus
E os nossos corpos se tornaram um só
E os pensamentos foram levados pelos ventos feito pó.
Em que mares revoltos que se une aos céus
Divaga o desencanto que se faz um mistério
Que o silêncio velado de sua boca triunfa feito fortaleza de um império.

Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Páginas: 94
Ano de edição: 2015 
Editora: Above de Vila Velha 
Preço: R$ 20,00
Onde comprar:  Neste link ou através do contato: 27 99899-9955
 
Leitura Em Dia: O que você está lendo no momento? Estou Relendo ‘’O retrato de Dorian Gray’’ de Oscar Wilde.

Revisão de texto: Max Maciel

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