239 10/05/2022 às 17:15 - última atualização 11/05/2022 às 16:40

Três formas de evitar o HPV entre homens e mulheres

Redação Em Dia ES

A infecção pelo HPV, normalmente, não causa sintomas. A manifestação visível (verrugas) pode causar algum desconforto, mas as lesões internas (em vagina e colo do útero) são completamente assintomáticas em mulheres
Três formas de evitar o HPV entre homens e mulheres. O HPV é transmitido por relações sexuais. Foto: Womanizer WOW Tech, Unsplash, Divulgação
Cerca de 5% de todos os cânceres dos homens e 10% dos das mulheres são causados pelo Papilomavírus Humano (HPV), que atinge mais de 630 milhões de pessoas, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença ocasiona lesões precursoras de alguns tipos de cânceres, dentre eles o do colo do útero, da vulva, da vagina, pênis e ânus, sendo os sintomas mais comuns o surgimento de verrugas ou lesões na pele.

Você sabe o que é o HPV?
É um vírus que se adquire durante relações sexuais. Como é muito comum, a maioria das pessoas que tiveram relações sexuais (estima-se cerca de 80%) se contamina durante a vida. Como é muito comum, isso costuma acontecer logo no início da vida sexual. Ele é encontrado mais frequentemente na região genital de homens e mulheres, mas existem mais de 100 tipos conhecidos e alguns podem ser encontrados na pele e outras regiões do corpo. Aqui vamos falar apenas das questões relacionadas à infecção genital e seu aspecto mais relevante, que é sua relação com o câncer do colo do útero.

O que o vírus pode causar?
Na maioria das pessoas não causa nada. Nossas defesas naturais costumam impedir que ele produza alguma doença, mas um pequeno percentual (cerca de 5%) vai ter alguma manifestação da infecção. Destas, a maioria terá uma manifestação transitória e benigna da infecção, que pode ser um preventivo levemente alterado ou verrugas genitais (ou condilomas acumindados). Cerca de 1% terá uma manifestação relevante, representada por uma lesão precursora do câncer do colo: as lesões de alto grau ou neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC II e III). Estas são as lesões mais importantes, pois, se não detectadas e tratadas, podem progredir até o câncer do colo do útero em alguns anos.


Sintomas
A infecção pelo HPV, normalmente, não causa sintomas. A manifestação visível (verrugas) pode causar algum desconforto, mas as lesões internas (em vagina e colo do útero) são completamente assintomáticas. Por isso as mulheres devem se submeter ao exame preventivo para rastreio das lesões precursoras (que antecedem) o câncer do colo mesmo quando estão se sentindo bem. 

Diagnóstico
As verrugas são facilmente percebidas pelas pacientes e diagnosticadas por um médico durante o exame clínico. Já o diagnóstico da infecção pelo HPV quando não há verrugas não tem qualquer utilidade, já que não há tratamento. O foco do diagnóstico está nas lesões precursoras do câncer do colo, pois há tratamento para preveni-lo. Isso pode ser feito de forma muito simples através do preventivo e outros exames quando estes sugerem uma lesão desse tipo. O preventivo deve ser realizado a cada três anos, após dois resultados normais com intervalo de um ano, a partir dos 25 e até os 64 anos. Quando há uma suspeita no preventivo de uma lesão precursora, a mulher deve submeter-se a uma colposcopia. Esse exame é igual ao exame ginecológico comum, mas o médico irá examinar o colo do útero através de uma lente de aumento. Se ele encontrar uma lesão precursora, poderá realizar o tratamento na hora. Se tiver alguma dificuldade, poderá solicitar novos exames para esclarecer.


De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre 2020 e 2022, somente no Brasil, devem ser registrados 16.710 novos casos de câncer de colo de útero. Por isso, levando em consideração a importância do assunto, a Amanda Reis, Gerente de Imunizações na Beep - healthtech líder em saúde domiciliar - listou três formas de ajudar os brasileiros a se prevenirem contra o HPV:

1- Usar preservativos no ato sexual
A transmissão do HPV se dá, principalmente, por via sexual e/ou por meio do contato com mãos e boca infectados. Desta forma, o uso de preservativos diminui o risco de contaminação pelo vírus.

2- Realização de exames preventivos constantes
Uma outra forma de evitar o contágio do HPV ou tratá-lo logo no início é por meio de exames preventivos de rotina, como o Papanicolau, realizado pelas mulheres após o início da vida sexual. O procedimento é capaz de detectar alterações pré-cancerígenas precoces, que podem ser reversíveis, tratáveis e curáveis, não evoluindo para o câncer.

3- Vacinação contra o HPV
A vacinação ainda é a prática mais eficaz de se evitar o contágio de HPV. O imunizante pode ser encontrado no Sistema Único de Saúde (SUS), disponível para meninas de 9 a 14 anos de idade e para meninos de 11 a 14, sendo necessárias duas doses para total proteção - aplicadas com um intervalo de tempo de até 6 meses entre uma e outra.

Na rede privada há um aumento dessa janela: de 9 a 45 anos de idade nas mulheres e de 9 a 26 nos homens. Importante dizer que, a partir dos 15 anos, são três doses da vacina: a segunda, aplicada de um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose.

"A diferença na faixa etária entre homens e mulheres tem explicação: os homens são os principais transmissores do HPV e sintomas como verrugas genitais, caroços ou feridas no pênis, ânus, boca ou garganta aparecem com mais rapidez. Nas mulheres, a evolução da doença é lenta. O câncer do colo do útero, por exemplo, pode surgir de 10 a 15 anos depois do primeiro contato com o vírus do HPV. A vacinação ajuda no controle e redução dos sintomas", explica Amanda Reis.

Metas
Para reverter o quadro, a OMS estabeleceu como meta eliminar o câncer de colo do útero, em todo o mundo, até 2030. Para alcançar o objetivo, é fundamental vacinar 90% das meninas de até 15 anos, estimular os exames preventivos em 70% das mulheres até 45 anos e tratar 90% das mulheres diagnosticadas com lesões pré-malignas ou com câncer no colo do útero.
 
 
 

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